Tesla começa a liberar piloto automático para quem cumprir condição "absurda"


 

Depois de anunciar que passaria a analisar o histórico dos motoristas antes de efetivamente liberar o uso do Full Self-Driving (FSD), recurso de direção semiautônomo que faz parte do pacote Auto-Pilot, a Tesla deu sequência ao projeto. Em uma série de postagens no Twitter nesta terça-feira (28), Elon Musk confirmou que a “condição absurda” será mantida, mesmo para quem já efetuou a compra.

“Uau, muito interesse no FSD beta! O plano é lançar a versão 10.2 à meia-noite de sexta-feira e, em seguida, liberar para aproximadamente 1.000 proprietários / dia, priorizados pela classificação de segurança”, disse o CEO da montadora. A data da liberação, no entanto, foi corrigida logo na sequência e se dará somente "a partir" da primeira sexta-feira de outubro.

A estimativa da Tesla é que aproximadamente 2 mil motoristas cumpram a exigência, ou seja, tenham um bom histórico sentados ao volante, para, assim, terem acesso ao pacote de atualizações que custa cerca de US$ 10 mil (R$ 54 mil, aproximadamente no câmbio atual). Nem Elon Musk, tampouco a empresa, se pronunciaram sobre o que será feito com o dinheiro de quem já pagou pelo pacote, mas não está apto a fazer o download por não cumprir a condição imposta pela marca.


Como funciona?

Para quem não sabe como funciona o Full Self-Driving (FSD) nos carros semiautônomos da Tesla, vale lembrar que, apesar de permitir que os veículos dirijam “sozinhos”, tanto em ruas quanto em rodovias, o sistema é considerado nível 2. Isso significa que o motorista precisa ficar o tempo todo atento e, se for o caso, assumir o controle da direção do carro.

Também nunca é demais lembrar que, atualmente, a Tesla passa por uma forte investigação das autoridades dos Estados Unidos. Ela é o centro das atenções por conta de acidentes envolvendo carros que estavam com o FSD ligado, mas que não identificaram veículos parados lateralmente.

A empresa de Elon Musk tem até o dia 22 de outubro para passar todas as informações do seu sistema de direção às autoridades que estão analisando os incidentes. Caso essa decisão não seja cumprida, as sanções econômicas podem chegar a US$ 115 milhões.


Fonte: canaltech.com.br


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